Mais uma vez o tempo voa, e eu permaneço imóvel, tanto quanto ao que sinto como à minha disponibilidade...
Não tenho feito outra coisa senão pensar no mesmo que tenho vindo a pensar desde o dia que tudo acabou...
Juro que não queria que assim fosse...
Juro que nunca pensaria que os teus tentáculos tivessem tanta força, que a tua tinta me pintaria tanto, que tu (me) desses tanto, para tanto tempo...
Juro que não queria...
Juro por ti, juro por mim, juro por aquilo que ainda sinto por ti, que ainda é muito, muito forte, quase com a tal força que move barreiras e montanhas, quase com vida própria, quase contigo e comigo, juntos, num só!
Não sei como consegues, não sei se ainda consegues!
Brilhavas tanto, mas de uma forma tão discreta!
Ainda brilhas, ou o brilho de outrem diminui o teu clarão?
Queria tanto saber de ti, queria tanto sorrir para ti, queria tanto chorar por ti novamente...
Mas o que mais queria era que isto acabasse...
Não me importo que venha sol, não me importo que venha chuva... O meu guarda-roupa está preparado para tudo…
O meu guarda roupa só não está preparado para a meia – estação... O meu guarda-roupa não aguenta mais ter frio e calor na mesma hora... Ter sede e quase ser afogado no mesmo dia... O meu guarda-roupa acha que já não mais aguentará o fica-que-não-ficou-mas-talvez-ficará, ou o fica-que-talvez-ficaria-mas-não-mais-vai-ficar...
Nunca reparei em ti, sempre me passaste ao lado...
Por ti, nada dava...
Até ao dia que me quis divertir...
Porquê? Porque sim...
(Foi à dois anos... Sabes disso?)
Não iria fazer a menor diferença, pensava eu...
Não me tinha feito até então...
Mas fez...
2 anos...
A indiferença que não existiria tornou-se na diferença que existiu, existe e existirá, até morrer...
O quê? Talvez eu, talvez tu, talvez isto: esta coisa estranha que não tem nome, nem terá, porque é impossível decifrá-la, é impossível qualifica-la…
É apenas impossível…
Mas ainda assim acho que a primeira hipótese é a mais previdente…
Isto, esta coisa, o que há, o que houve o que… entre nós, por mim, não mais morrerá… Se não o aconteceu até agora, então já está enraizado, já está em processo de habituação, automático, crónico!
Mesmo que morras, não… Não… Não morrerás… Em mim, nunca morrerás… Não!
A minha paixão por ti não morrerá… A minha paixão platónica nunca morrerá…
É isso que és para mim agora… Uma paixão platónica… Porque já tenho a certeza que nunca mais te terei… És uma miragem, és oásis no meio do deserto, és o meu desejo irrealizável…
Não me és nada porque não o podes ser… Mas és tudo para mim enquanto eu puder sonhar…

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This has got to die
This has got to stop
This has got to lie down
Someone else on top
You can keep me pinned
It's easier to tease
But you can't paint an elephant
Quite as good as she
And she may cry like a baby
And she may drive me Crazy
'Cause I am lately lonely
So why d'you have to lie?
I take it I'm your crutch
The pillow in your pillow case
It's easier to touch
And when you think you've sinned
Do you fall upon your knees?
And do you sit within your picture?
Do you still forget the breeze?
And she may rise, if I sing you down
And she may wisely cling to the ground
Cause I'm lately horny
So why would she take me horny?
What's the point of this song? Or even singing?
You've already gone, why am I clinging?
Well I could throw it out, and I could live without
And I could do it all for you
I could be strong
Tell me if you want me to lie
'Cause this has got to die
This has got to stop
This has got to lie down, down
With someone else on top
You can both keep me pinned
'Cause it's easier to tease
But you can't make me happy
Quite as good as me
Well you know that's a lie...
(Elephant - Damien Rice)
http://www.youtube.com/watch?v=R0CyGi4Tm-Y

Tu sabes o que é verdade, tu sabes o que é mentira…
E se não souberes alguma coisa, por algum motivo, pergunta-me…
Perguntas-me o que quiseres…
Pergunta-me o que é a vida, o que é a morte…
Pergunta-me sobre o sol e sobre a chuva…
Pergunta-me como é composta a água e o algodão…
Pergunta-me quais as cores do arco-íris…
Pergunta-me sobre os teus olhos, pergunta-me sobre os meus…
Pergunta-me porque é que isto tem sido assim, e não de uma maneira diferente…
Pergunta-me sobre o fado e sobre o destino, sobre a saudade e sobre os sentimentos…
Pergunta-me o que sou…
Pergunta-me o que és…
Pergunta-me o que fomos, pergunta-me o que somos, pergunta-me o que seremos…
A algumas perguntas responderei de forma científica, exacta, precisa…
Noutras falarei de valores, moral, teorias, religião, ética…
A algumas perguntas apenas responderei FÉNIX… Ou AMOR, aquele que ainda poderá ter ficado…
Às outras perguntas não conseguirei responder…
Pelo menos não com palavras… Só com actos… Com lágrimas, com sorrisos, com beijos…
E no fim, sussurrarei um verbo ao teu ouvido…
E de novo os céus e a terra pararão para nos ver dançar…
Ou então um abismo profundo nos sugará, levando-nos até aos confins da terra, mas sempre de mãos dadas, sem as largarmos, nem por um segundo…


1 comentário:
e talvez o verbo que vais enunciar ao ouvido seja o verbo "amar"
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