8.10.06

*... ... ...*



Sentei-me ao teclado... Senti a necessidade de ... de ... senti... (Apesar da inspiração não ser muita, e consequentemente a comunicação ou a transmissão de ideias ser mais difícil de conseguir...)
Pensamos que somos livres, pensamos que somos únicos... Pensamos...

Disse hoje, numa conversa, que ultimamente tenho pensado... Não se pensa todos os dias, a todos os minutos... Fazem-se escolhas, tomam-se decisões, mas não se pensa...
Nos últimos dias tenho estado num estado cerebral quase vegetativo, a observar, a observar-me, a tentar perceber... E depois, quando estou sozinha, sem nada para captar, penso e tento perceber o que tudo aquilo que fui assistindo significa...

Por vezes deixamos que os outros pensem por nós... Não só por vezes... neste preciso momento estão a pensar que talvez eu seja uma doida varrida só porque digo que já ninguém pensa por si próprio, que todos somos manipulados, de uma forma ou de outra... E pensam assim porque simplesmente estão convencidos que, pelo menos o vosso pensamento é livre, mas não é...

Tento lutar contra isso, mas não é fácil, obviamente... Por tanto pensar tenho-me sentido inútil... Talvez por isso outros deixaram que a sociedade (o que quer que isso seja!) pensasse por eles: por saberem que mesmo tentando, pouco há a fazer...
Dizem que a sociedade não pode incluir corruptos, a sociedade não pode ser invadida pelos mal-feitores, para o bem dos mais novos, para o bem dos netos da nação, para o futuro da humanidade... Mas a sociedade é o "BICHO PAPÃO"... Muitos destes corruptos nem cometeram crime algum, apenas se atreveram a pensar por eles mesmos e a ir contra tudo e todos, contra a sociedade... Por assim ter sido, foram proclamados como loucos, como ameaça pública que pode ecludir do seu esconderijo a qualquer altura... Apenas não convém que eles abram a boca (e façam abrir os olhos a outros que por aí andam...).

Digo então que estes dias têm sido, para além de produtivos para o crescimento e estabelecimento da minha bolha de defesa pessoal da sociedade, uma desilusão enorme... Porque afinal isto não passa de uma máfia global, que disfarça e camufla os seus actos criando outros polos de atracção negativos, para que os seus crimes (cometidos contra o ser humano e a sua moral) não sejam apontados como principais, como 'os' mais graves...





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I remember when, I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that phase.

Even your emotions had an echo

In so much space


And when you're out there

Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough

I just knew too much



Does that make me crazy

Does that make me crazy

Does that make me crazy

Probably



And I hope that you are having the time of your life

But think twice, that's my only advice

Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are,
Ha ha ha, bless your soul

You really think you're in control
?


Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy

Just like me



My heroes had the heart to lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them


Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come

And I can die when I'm done



Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy

Maybe we're crazy

Probably

(Gnarls Barkley - Crazy)







Talvez isto seja só uma reflexão de uma adolescente que talvez tenha exagerado um pouco... Talvez... Mas mesmo assim tenho pena que a desilusão se apodere de mim e me intristeça, tanto a mim como a muitos outros jovens, aqueles que ainda tinham o sonho de mudar o mundo...

3.10.06

"I'm just another soldier on a road to nowhere..." (*confusa reflexão)




O tempo passa, a uma velocidade incrível... O relógio só parece parar nos maus momentos, naqueles em que choramos desalmadamente, esperando que depois de tudo aquilo venha a bonança, o céu limpo, o sol brilhante... Mas nunca vem...

Rotina, monotonia, o esquecimento... Por vezes ponho-me a pensar (normalmente enquanto estudo escalas [!?!]) da quantidade de pessoas quem me vou lembrando ao longo do dia... E constato que há um certo grupo que nunca é esquecido, incrivelmente... São as pessoas que em certos momentos da min
ha vida me fizeram feliz, ou então aquelas que deixaram muito a desejar...
Agora considerando melhor, os últimos são muito mais frequentes que os outros... Sei que eles provavelmente nem se lembram de mim no seu dia-a-dia, talvez por isso esteja longe deles, por não ser suficientemente importante para ser ser lembrada todos os dias, e os outros, aqueles que me proporcionaram os melhores momentos da minha ainda curta vida, de mim estão longe porque as circunstâncias da vida assim o exigiram...

Realmente a vida exige muito de nós... Não só esforço, trabalho e empenho mas também muitos sacrifícios... O que nos proporciona de bom sabe sempre a pouco e infelizmente vai sendo esquecido à medida que a pressão sobre nós aumenta...
E novamente a monotonia se apodera de nós, de mim... Como que se os meus dias fossem repetições do dia anterior, como os Toranja diriam:
"Sempre os mesmos gestos
Sempre o mesmo olhar
...
Sempre o mesmo estado
...
Sempre os mesmos corpos a rastejar
Sempre a mesma estrada
Sempre o mesmo nada..."


Sempre os mesmos erros, sem evolução; a mesma tristeza, a mesma razão; Sempre os mesmos rostos que pouco ou nada nos dizem; as mesmas frases, as mesmas reclamações, as mesmas situações, o mesmo sonho que acaba por ser abafado dentro de nós por medo, recear saber o que está por fora daqueles portões, daquele horizonte além, dos teus olhos... Ficar a olhar, a sonhar, a chorar, a pensar no que poderia ter sido, no que será, no que sempre foi, numa retemota hipótese de mudança...

De novo, a monotonia...


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"Nothing unusual,

Nothing strange,

Close to nothing at all...

The same old scenario,
Same old rain,
There's no explosions here...

Something unusual,

Something strange,
Come from nothing at all...

I saw a spaceship

Fly by your window,
Did you see it disappear?


Aime, come sit on my wall

And read the story of all...

And tell it like you still believe

That the end of the century

Is a change for you and me...


Nothing unusual,

Nothing's changed,

I'm just a little older, that's all...
But you know when you've found it

There's something I've learned:

That you feel it when they take it away...


S
omething unusual,
Something strange,
Come from nothing at all...
But I'm not a miracle,
And you're not a saint,

I'm just another soldier on a road to nowhere...


Aime, come sit on my wall
And read me the story of all...

Tell it like you still believe

That the end of the century

Is a change for you and me..."

(Damien Rice - Aime)





As novas mas já antigas portas abrem-se, agora com uma dimensão maior, mais possível... Desistir ou abdicar? Será? Nem em ti nem em mim: não há confiança, não há certezas; na realidade, não há nada...
Deixo-te, deixo-me, deixo-os, sabendo que nada será como já foi, como poderia ter sido, como foi, talvez...
Corto as minhas próprias asas, sabendo que elas não voltam a crescer? Sabendo que um mundo fica por conhecer, fica escondido por trás das tuas costas, costas estas que muito provavelmente nem serão minhas... Corto então as minhas asas e "persigo-te", mesmo sabendo que dificilmente ficarei contigo? Vales mesmo a pena? Terás a noção do que significas para mim? Terás a noção do sonho que te tornaste para mim? Eu sei que a resposta a isto tudo é não, no entanto, permaneço no mesmo sonho que és tu...



*(Confusa reflexão sobre passado, futuro, presente, monotonia, tristeza, angústia e incerteza...)




(Esta foto, apesar de ser uma tentativa falhada da minha parte, tem um significado muito especial, já que foi tirada na fantástica noite de 20 de Setembro, na praia de Espinho, com uma fantástica companhia [o Mário, o meu chinoquinha querido], e ao "som" de uma conversa do mesmo género que esta reflexão... Um beijinho a todos os que me proporcionaram esta noite: Mário, António, Rony, André, João, Noemie, Joana R., Joana N., Joana F., Marta, Carla [...])

O que os ventos trouxeram...