
Voltaste...
Não para mim, mas de novo ao meu coração...
Vi-te depois tanto tempo, que fomos justificando com a distância das nossas realidades, mas afinal era só para tentarmos esquecer o que ficara por acabar...
E, mesmo depois de te ter visto, ainda não ficou resolvido...
Fugi... com medo de sei lá o quê... talvez de mim mesma, talvez de ti, ou mesmo de nós...
"Não nos tocamos enquanto saía (ou fugia)
Não nos tocamos e vamos fugindo
Porque quebramos como crianças...
Afinal, quebramos os dois...
Quebramos os dois...
É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora."
Volta tudo ao mesmo, como que num ciclo viciado e vicioso...
Sei que talvez discutamos daqui a uns tempos por alguma atitude, quer tua, quer minha, só para justificar a nossa distância e a impossibilidade de estarmos juntos...
Mas logo depois, talvez no fim da discussão, vamos dizer um ao outro o que sempre dizemos quando a saudade ( e outro estranho sentimento) aperta...
Que o que temos ainda não acabou, que cada um de nós guarda em si o que o outro mais quer, gosta e precisa, que tudo começou a ser demasiado estranho depois de nós...
Sei que estás feliz, não posso, não vou nem quero estragar a tua vida, o que tu tens...
Percebo o que sentes por ela, acho que percebo muito menos o que sentes por mim...
Afinal, não te posso julgar pelo que sentes e tens por e com ela...
Percebo as duas dimensões do teu amor, também eu as tenho...
Desejava-te e respirava-te, fazias-me sentir necessária, nem que fosse para dizeres os teus julgamentos abstractos que remoías durante horas, só para me apresentares uma tese minimamente argumentada...
O outro: vejo-o como alguém que é apenas uma miragem, difícil de alcançar... um amor platónico...
Mas tu és um sortudo... podes não me ter, mas tens a tua outra dimensão contigo, que não te faz relembrar o passado ou o que possas sentir...
"É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora."
Deixamo-nos, distantes um do outro, num passado qe parece longínquo...
E vamos ignorando a nossa realidade...
Porque quebramos como crianças que vêm na simplicidade a opção mais correcta...
*(toP___missing you)
