
E receio que tenha mesmo de chegar a tal ponto, por não acontecer apenas de uma forma metafórica.

A continuação do pensamento, uma frase que não chega a ser acabada. Neste caso, nem começou…
Não sei se és tu o meu salva-vidas, não sei se serei eu mesma quem terá de me salvar…

A água é gélida. Corta-me o corpo, corta-me ainda mais a alma… Faz-me chorar, a todo o momento.

O sol não tem o mesmo brilho, a Primavera não tem o mesmo encanto, os sorrisos não saem, nem há razões para que eles existam…

Apetecia-me ser a Banca de Neve: dormir até ao príncipe chegar.
Mas nada vem. Nem o príncipe nem o sono. Tenho de me manter acordada, mas até de isso tenho medo.

Corre o vento velozmente. Gostava que ele me levasse para longe daqui. Para as nuvens, onde não dependem de nós nem nós dependemos dos outros. Para que eu fosse livre até de mim mesma.

Como hei-de eu preencher aquilo que parece ser impreenchível?
Como hei-de eu encontrar aquilo que não quer ser encontrado?
Como hei-de eu sorrir quando tudo me faz chorar?
Como hei-de eu fazer música se não tenho força?
Como hei-de eu viver?
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Sleep, don’t weep
My sweet love
Your face, it's all wet
And your day was rough
So do what you must do
To find yourself
Wear another's shoe
Or paint my shelves
There's times that I was broke
And you stood strong
I think I found a place
Where I
Sleep, don’t weep
My sweet love
Your face, it's all wet
‘Cause our days were rough
So do what you must do
To fill that hole
Wear another's shoe
To comfort the sole
There's times that I was broke
And you stood strong
I think I found a place
Where I feel I will
Sleep, don’t weep
My sweet love
My face, it's all wet
‘Cause my day was rough
So do what you must do
To find yourself
Wear another's shoe
Paint my shelves
There's times that I was broke
And you stood strong
I hope I find a place
Where I feel I…belong
Sleep, don’t weep
My sweet love
My face it's all wet
'Cause my day was rough
Don't weep, my sweet love
My face, is all wet
'Cause my days are rough
(Damien Rice - Sleep, don’t weep)
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Diz-me tu agora.
Tu que pareces ser o meu salva-vidas.
Tu que pareces saber o que fazer.
Tu que pareces ter-me.
Tu que me vais libertar.
Tu que me irás segurar enquanto choro.

Tu que tocarás o piano que há muito não é tocado, até eu adormecer.
Pode não ser a altura certa ainda.
Pode não haver sequer uma boa razão para o fazeres.
Não me deixes trancada. Não me escondas de mim mesma.
Deixa-me ver o brilho da lua, não deixes que a minha noite continue sombria.
Leva-me para casa.
Leva-me para longe.
Mas leva-me.
Aqui não me podes deixar.
Pode não ser fácil.
Pode nem ser difícil.
Mas não fiques pelas ideias perdidas nem pelas frases nem começadas.
Nem que a canção seja silenciosa, canta-a para mim.
E liberta-me.

Porque preciso mesmo de ti…
"..."
*(Para quem o diz)
*(Para quem o diz)

