
Voltas e reviravoltas...
Revira-se o passado, sem um único passo para a frente, girando à volta de um único sol, que não mais parece querer aquecer... Ou então quer, mas não o demonstra...
E a escuridão não desaparece, e o ar não aquece, e o mundo, cinzento e gélido, continua a girar, sem uma a estrela a guiá-lo, sem um ponto de referência...
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Aconteceu...
E por me teres feito cego
Recordo o sabor da tua pele
E a calor de uma tela
Que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
Enquanto o ar foi cego
Despidos de passados
Talvez de lados errados
Conseguiste me encontrar.
Foi dança,
Foram corpos de aço
Entre trastes de guitarras
Que esqueceram amarras
E se amaram sem mostrar.
Foi fogo
Que nos encontrou sozinhos
Queimou a noite em volta
Presos entre chama à solta
Presos feitos para soltar...
Estava escrito
E o mundo só quis virar
A página que um dia se fez pesada
E o suor
Que escorria no ar
E o calor dos teus lábios
Inocentes mas sábios...
No segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...! valeu a pena voar...
Estava escrito...
E a noite veio acordar
A guerra dos sentidos travada no céu
Nem por um segundo largo a mão
Da perfeição do teu desenho
E do teu gesto no meu...
Foi como um sopro estranho...
...aconteceu...
Eras noite em mim,
És fogo em mim.
Eras noite em mim.
(Toranja - Fogo e Noite)
Dentro de mim
Por dentro de mim
É pena quase não poder ficar
És quente quando a luz te traz
Quase te vi amor
Quase nasci sem ti
Quase morri
Dentro de mim
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim
Silêncio. Lua. Casa. Chão
És sitio onde as mãos se dão
Quase larguei a dôr
Quase perdi
Quase morri
Dentro de mim
Estás dentro de mim
Por dentro de mim
Ficas dentro de mim
Sempre só mais um homem
Mais humano
Mais um fraco...
Sempre...
Só mais um braço
Mais um corpo
Mais um grito
Sempre...
Dança em mim!
Mundo, vida e fim!
Dorme aqui
Dentro de mim...
É pena quase não poder ficar
No sítio onde as mãos se dão
Quase fugi amor
Quase não vi
Vamos embora daqui
Para dentro de mim
(Toranja - Música de Filme)
Não me perguntes as horas, porque essas parecem não passar, e um segundo é eterno, no seu lado mais negativo…
Não me perguntes o que sinto, porque não sei… Já te tentei explicar, já me tentei explicar, mas simplesmente não sai… Não por força insuficiente, mas porque está tão soterrado com tanto tempo guardado só para mim, no fundo do que sou que já não mais consegue ser expelido… E por assim ser, torna-se espiritual, impossível de ser transmitido verbalmente…
Não me perguntes o que é a vida, ou o que quero fazer dela, porque na verdade, nada nela faz sentido…
Só tu…
“O que foi e ainda será; o que foi feito far-se-á: Não há nada de novo debaixo do sol.”
Porque não preciso de nada novo… Só de ti…



