18.4.07

O que foi e ainda será; o que foi feito far-se-á: Não há nada de novo debaixo do sol. *("...")


Voltas e reviravoltas...
Revira-se o passado, sem um único passo para a frente, girando à volta de um único sol, que não mais parece querer aquecer... Ou então quer, mas não o demonstra...

E a escuridão não desaparece, e o ar não aquece, e o mundo, cinzento e gélido, continua a girar, sem uma a estrela a guiá-lo, sem um ponto de referência...

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Aconteceu...
E por me teres feito cego
Recordo o sabor da tua pele
E a calor de uma tela
Que pintámos sem pensar.
Ninguém perdeu,
Enquanto o ar foi cego
Despidos de passados
Talvez de lados errados
Conseguiste me encontrar.

Foi dança,
Foram corpos de aço
Entre trastes de guitarras
Que esqueceram amarras
E se amaram sem mostrar.
Foi fogo
Que nos encontrou sozinhos
Queimou a noite em volta
Presos entre chama à solta
Presos feitos para soltar...

Estava escrito
E o mundo só quis virar
A página que um dia se fez pesada

E o suor
Que escorria no ar
E o calor dos teus lábios
Inocentes mas sábios...
No segredo do luar.
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...! valeu a pena voar...

Estava escrito...
E a noite veio acordar
A guerra dos sentidos travada no céu

Nem por um segundo largo a mão
Da perfeição do teu desenho
E do teu gesto no meu...
Foi como um sopro estranho...
...aconteceu...

Eras noite em mim,
És fogo em mim.
Eras noite em mim.


(Toranja - Fogo e Noite)



Dentro de mim
Por dentro de mim

É pena quase não poder ficar
És quente quando a luz te traz
Quase te vi amor
Quase nasci sem ti
Quase morri


Dentro de mim
Ficas dentro de mim
Por dentro de mim
Estás dentro de mim


Silêncio. Lua. Casa. Chão
És sitio onde as mãos se dão
Quase larguei a dôr
Quase perdi
Quase morri


Dentro de mim
Estás dentro de mim
Por dentro de mim
Ficas dentro de mim


Sempre só mais um homem
Mais humano
Mais um fraco...
Sempre...
Só mais um braço
Mais um corpo
Mais um grito
Sempre...

Dança em mim!
Mundo, vida e fim!
Dorme aqui
Dentro de mim...


É pena quase não poder ficar
No sítio onde as mãos se dão
Quase fugi amor

Quase não vi
Vamos embora daqui
Para dentro de mim


(Toranja - Música de Filme)

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Não me perguntes as horas, porque essas parecem não passar, e um segundo é eterno, no seu lado mais negativo…

Não me perguntes o que sinto, porque não sei… Já te tentei explicar, já me tentei explicar, mas simplesmente não sai… Não por força insuficiente, mas porque está tão soterrado com tanto tempo guardado só para mim, no fundo do que sou que já não mais consegue ser expelido… E por assim ser, torna-se espiritual, impossível de ser transmitido verbalmente…

Não me perguntes o que é a vida, ou o que quero fazer dela, porque na verdade, nada nela faz sentido…

Só tu…

“O que foi e ainda será; o que foi feito far-se-á: Não há nada de novo debaixo do sol.”

Porque não preciso de nada novo… Só de ti…



*(mesmo que a resposta seja "...")

1.4.07

Cupido e Psique *(What about me?)


Cupido e Psique (pormenor), 1792, A. Canova


"Um dos Anjos mais conhecidos entre as lendas da humanidade é Eros ou Cupido. Algumas vezes representado por uma criança alada, outras por um rapaz. Mas a sua representação maior está no seu simbolismo. E a Eros está ligada Psiquê (a Alma), que em sua lenda nos traz a imagem da união do amor e nossa alma.

Psiquê era umas das três filhas de um rei, todas belíssimas e capazes de despertar tanta admiração que muitos vinham de longe apenas para vê-las. Com todo este assédio, logo as duas irmãs de Psiquê se casaram.

Ela, no entanto, sendo ainda mais bela que as irmãs, além de extremamente graciosa, não conseguia um marido para si, pois todos temiam tamanha beleza. Desorientados, os pais de Psiquê buscaram ajuda através dos oráculos, que os instruiu a vestirem Psiquê com as roupas destinadas a seu casamento e deixá-la no alto de um rochedo, onde um monstro horrível viria buscá-la.

Mesmo sentindo-se pesarosos pelo destino da filha, seus pais seguiram as intrusões recebidas. Assim que a deixaram no alto de uma montanha, um vento muito forte começou a soprar e a carregou pelo ares com delicadeza e a depositou no fundo de um vale.

Exausta, Psiquê adormeceu. Quando acordou, se viu num maravilhoso castelo de ouro e mármore. Maravilhada com a visão, percebeu que ali tudo era mágico... as portas se abriam para ela, vozes sussurravam sobre tudo o que ela precisava saber.

Quando chegou a noite, deitada em seus aposentos, percebeu ao seu lado a presença de alguém que só poderia ser o seu esposo predestinado pelo oráculo. Ele a advertiu de que lhe seria o melhor dos maridos, mas que elas jamais poderia vê-lo, pois isso significaria perdê-lo para sempre.

Psiquê concordou. E assim foram seus dias, ela tinha tudo que desejava, era feliz, muito feliz, porque seu marido lhe trazia uma sensação do mais profundo amor e lhe era extremamente carinhoso.

Com o passar do tempo, porém, ela começou a sentir saudades de seus pais e pediu permissão ao marido para ir visitá-los. Ele relutou, os oráculos advertiam de que esta viagem traria péssimas conseqüências, mas ela implorou, suplicou... até que ele cedeu.

E da mesma forma que a havia trazido para o palácio, levou-a à casa de seus pais. Psiquê foi recebida com muita alegria e levou muitos presentes para todos. Mas suas irmãs ao vê-la tão bem, se encheram de inveja e começaram a crivá-la de perguntas a respeito de seu marido.

Ao saberem que até então ela nunca o tinha visto, convenceram-na de fazê-lo; evidentemente que as intenções delas eram apenas de prejudicar Psiquê, já que ela havia feito uma promessa a ele.

Ao voltar para sua casa, a curiosidade tomou conta de seu coração. Tão logo veio a noite, ela esperou que ele adormecesse e assim acendeu uma vela para poder vê-lo.

No entanto, ao se deparar com tão linda figura, ela se perdeu em sonhos e ficou ali, embevecida, admirando-o. E esqueceu-se da vela que tinha nas mãos. Um pingo de cera caiu sobre o peito de Eros, seu marido oculto, fazendo-o acordar com a dor.

Sentido com a quebra da promessa da esposa, partiu, fazendo cumprir a sentença do oráculo. Abandonada por Eros, o Amor, sentindo-se só e infeliz, Psiquê, a Alma, passou a vagar pelo mundo.

Tanto sofreu e penas pagou, que deixou-se por fim entregar-se a morte, e caiu num profundo sono. Eros, que também sofria com sua ausência, não mais suportando ver a esposa passar por tanta dor, implorou a Zeus, o deus dos deuses, que tivesse compaixão deles.

E com a permissão deste, Eros tirou-a do sono eterno com uma de suas flechas e uniu-se a ela, um deus e uma mortal, no Monte Olimpo. Depois deste casamento, Eros e Psiquê, ou seja, o Amor e a Alma, permaneceram juntos por toda a eternidade."

Autor desconhecido



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I held you like a lover:
Happy hands
And your elbow in the appropriate place.
And we ignored our others' happy plans
For that delicate look upon your face.
Our bodies moved and hardened
Hurting parts of your garden
With no room for a pardon,
In a place where no one knows what we have done.

Do you come
Together ever with him(her)?
And is (s)he dark enough,
Enough to see your light?

Do you brush your teeth before you kiss?
Do you miss my smell?
Is (s)he bold enough to take you on?
Do you feel like you belong?
And does (s)he drive you wild
Or just mildly free?
What about me?

You held me like a lover:
Sweaty hands
And my foot in the appropriate place.
We used cushions to cover
Happy glands
And the mild issue of our disgrace.
Our minds pressed and guarded
While our flesh disregarded,
The lack of space for the light-hearted
In the boom that beats our drum.

And I know I make you cry,
I know sometimes you wanna die
But do you really feel alive without me?
If so: be free;

If not: leave him (her) for me

Before one of us has accidental babies.
For we are in love...

Do you come
Together ever with him(her)?
Is (s)he dark enough,
Enough to see your light?
Do you brush your teeth before you kiss?
Do you miss my smell?
And is (s)he bold enough to take you on?
Do you feel like you belong?
And does he drive you wild
Or just mildly free?

What about me? What about...?
(Damien Rice - Accidental Babies)
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What about me?

O que os ventos trouxeram...